Epilepsia em pequenos animais

Nome: Carina Rodrigues da Veiga

A epilepsia é uma doença cerebral caracterizada por uma predisposição duradoura para gerar crises epilépticas. Com a ocorrência de duas ou mais crises epilépticas não provocadas (reativas) com intervalo de 24h. Pode ser definida como disrritimia transitória dos neurônios encefálicos que usualmente começam repentinamente e cessam espontaneamente predispondo a crises epilépticas recorrentes.

Tal doença pode ser classificada de acordo com a etiologia, sendo:

· Epilepsia idiopática (origem genética, suspeita genética ou origem desconhecida)

· Epilepsia estrutural (degenerativa, inflamatória/infecciosa, neoplásica, anômala, traumática e vascular)

De acordo com as características da crise:

· Focal, onde ocorre uma atividade elétrica anormal que surge em um grupo localizado de neurônios ou rede dentro de um hemisférico. Sinais de acordo com a área envolvida, podendo ocorrer sinais motores, autonômicos ou comportamentais.

· Generalizada, ocorrendo o envolvimento bilateral dos hemisférios, onde podem ocorrer isoladamente ou evoluir a partir de um início focal das crises epilépticas. Com características tônico, clônico, tônico-clônico ou mioclônico.

Fases da crise epiléptica:

Duração e frequência das crises:

· Cluster, quando ocorre 2 ou mais crises em um período de 24 horas com recuperação da consciência.

· Status, crises epilépticas que duram por mais que 5 minutos ou 2 ou mais crises em um intervalo de 24 horas sem recuperação total da consciência.

Diagnóstico:

1º passo: saber se realmente é uma crise, através de vídeos, características do evento e a observação do animal.

2º passo: histórico + exame físico e neurológico (cuidado em realização de exames interictais, pois pode estar alterado até 14 dias pós crise)

3º passo: excluir causas extracranianas (hemograma, perfil renal e hepático, perfil tireoidiano, cálcio iônico, sódio, potássio, cloro, ácidos biliares e/ou amônia, dosagem de insulina, mensuração de pressão arterial)

4º passo: exames complementares (indicado em cães com déficts neurológicos interictais, crises refratárias á terapia ou inicio da crise antes de 1 ano ou mais de 5 anos de idade).

Tratamento:

Consiste no uso de drogas anticonvulsivantes, sendo o fenobarbital a droga de primeira escolha. A erradicação das convulsões geralmente não é provável em cães. Objetivos mais realistas são diminuir a frequência, a duração, a gravidade e o número total de crises epilépticas que ocorrem em um curto período de tempo, sem efeitos adversos limitados ou aceitáveis do anticonvulsivante para maximizar a qualidade de vida do cão e do proprietário.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1. BERENDT, M, et al. International Veterinary Epilepsy Task Force consensus report on epilepsy definition, classification and terminology in companion animals,2015.

2. RISIO,L.D,et al.International Veterinary Epilepsy Task Force Consensus Proposal: Diagnostic approach to epilepsy in dogs, 2015.

3. BHATTI,S.F.M, et al. International Veterinary Epilepsy Task Force consensus proposal: Medical treatment of canine epilepsy in Europe, 2015.

4. POTSCHKA,H, et al. International Veterinary Epilepsy Task Force Consensus Proposal: Outcome of therapeutic interventions in canine and feline epilepsy, 2015.

5. VOLK,H.A.International Veterinary Epilepsy Task Force recommendations for systematic sampling and processing of brains from epileptic dogs and cats, 2015.

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